| VÓS
SOIS O SAL DA TERRA
Takayoshi
Katagiri
JesusSite
Nós
vivemos num mundo que chora e geme, que chora e range os dentes. Freqüentemente
ficamos atônitos, pasmos, às vezes petrificados, sem ação
diante da mesquinharia, do egoísmo e da arrogância que reina
no coração do ser humano, que arroga o direito de ser chamado
de "civilizado". Quando as pessoas têm oportunidade de roubar, elas
roubam. Se tiverem oportunidade de se vingarem de seus desafetos, se vingam.
Se forem insultadas, respondem à altura.
As pessoas do mundo são guiadas pelo desejo de poder, fama e prazer.
Pelo interesse pessoal. Se vão ganhar alguma coisa, se arriscam,
apostam no que vão fazer. Se não houver chances de ganhar
algo, não se arriscam. Preferem ficar longe, parados, vendo os
acontecimentos. Justificam seu comportamento dizendo: "Não é
problema meu"; "Não tenho nada com isso"; "Não posso resolver
todos os problemas do mundo"; "Não fui eu quem causou isto"; "O
que eu posso fazer?". Alguma vez você já disse algo assim?
Com isso se fecham em torno de si mesmas. Já têm problemas
demais para ficarem se preocupando com problemas alheios. Mais: alegam
que existem outras pessoas mais preparadas, mais qualificadas, mais ricas
e abastadas que se preocupam em ajudar os menos afortunados. Que o governo
tem planos e projeto sociais, tem órgãos que se ocupam com
o bem-estar da população. Têm medo de ajudar, medo
que exijam mais do que estão dispostos a dar, medo de comprometer
a sua vida sossegada e confortável. Não conseguem enxergar
além da ponta do próprio nariz, e deixam que a podridão
de seu próprio egoísmo e mesquinharia consuma lentamente
as suas almas, retirando a cor e o sabor de continuarem vivendo...
... e neste mundo que chora e geme, somos chamados para sermos "sal da
terra".
A igreja deve ser vista e reconhecida como uma ilha no oceano da lama
e da podridão que é o mundo. As pessoas que estão
na igreja precisam ser diferentes das demais pessoas do mundo.
O mundo anseia por amor sincero, por atenção e compreensão,
por uma palavra de estímulo. Todos somos carentes de carinho, de
amor e de compreensão.
Mas as pessoas que estão nas igrejas evangélicas continuam
adotando o mesmo comportamento de quando ainda não pertenciam à
igreja. E isso precisa mudar. Precisam se tornar "sal da terra". O cristão
precisa ser reconhecido como tal. As pessoas do mundo precisam ver nele
um olhar diferente, um leve e contínuo sorriso em seu rosto, uma
força extraordinária para enfrentar os reveses da vida.
Isso é ser "sal da terra".
O Ezequias (você conhece ele?) conta que quando fez o segundo grau
numa escola federal aqui de Cuiabá, fez parte da ABES - Aliança
Bíblica dos Estudantes Secundaristas, ou coisa parecida. E viu
que havia na escola muitos "crentes secretos". Isto é, cristãos
se comportavam como qualquer um, como se não fossem da igreja,
como se não conhecessem a Cristo, como se não tivessem compromisso
com o Evangelho.
Se nós, cristãos, fizermos o que "todomundo" faz, seremos
iguais a todo mundo. Se fizermos o que "qualquerum" faria, seremos iguais
a qualquer um.
Seu comportamento demonstra que você não é movido
pela mesquinharia, egoísmo e prepotência? Você tem
se destacado como "sal da terra"? O Espírito de Deus flui através
de você? Adianta muito pouco ou quase nada sermos Cristãos,
se as pessoas à nossa volta não souberem disto. Entende?
As pessoas de seu círculo social ficariam assustadas se soubessem
que você é da igreja?
Qual é a tua reação diante dos reveses da vida, diante
do fracasso, da dor, do sofrimento, da decepção e da frustração?
Um alerta importante: não nos tornamos sal de imediato, de repente,
é um processo longo, gradual e doloroso chamado "santificação".
Você tem se tornado "sal da terra"? Quanto de sal há na tua
vida? A gravidade da resposta revela a gravidade da pergunta porque o
sal insípido é jogado fora (Mateus 5:13).
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