| Lidando
Com Pessoas Dificeis
Dr.Synezio
Lyra: Membro do Colegiado de Pastores Coral Ridge Presbyterian Church
Fort Lauderdale, Florida, USA
Certamente
que eu e você interagimos com pessoas difíceis numa base
diária. Pelo fato de estarmos investindo a nossa vida no ministério,
a freqüência do contato com pessoas difíceis é
bem mais maior do que gostaríamos. Afinal, a Igreja permanece como
um hospital para pecadores ao invés de um museu de santos.
Freqüentemente vem à minha mente as palavras que li alguns
anos atrás em um dos livros de T.S Elliot. Ele diz que existem
muitas pessoas as quais falamos com dificuldade e outras com as quais
tudo que falamos parece ser em vão. Quão verdadeira é
esta afirmação!
Felizmente, existem uma série de livros que tratam especificamente
desta matéria. Partindo de um sólido ponto de vista cristão,
eu li oito livros, todos eles publicados em meados da década de
1980 com relação a esta temática. Mas a lista de
publicações nesta área é muito mais extensa
do que as obras que eu tive oportunidade de ler.
Uma vez que o problema é tão real no trabalho da igreja,
é absolutamente essencial que tenhamos uma clara compreensão
do mesmo e desta forma possamos desenvolver uma eficiente habilidade em
como lidar com tais indivíduos. Apesar do desconforto que isso
nos traz, o fato é que como ministros nós não podemos
fugir de tais desafios. Como Cavett Robert nos diz: "Muitas pessoas podem
aprender a lidar com coisas, mas são poucos que se tornam especialistas
em lidar com gente." Eu absolutamente creio que no ministério nós
temos que fazer ambos.
Apesar de existir situações que estão acima da nossa
habilidade de resolver, eu estou convencido que a maioria dos problemas
na igreja podem ser corrigidos. Para este fim precisamos investir tempo,
exercitar paciência e em oração comprometer as questões
ao Senhor. A natural tendência humana é a de evitar as pessoas
que são antagonistas na sua natureza ou aquelas que de alguma forma
tem nos ferido. Talvez a melhor maneira seja a de ir ao encontro dessas
pessoas e na dependência do Espirito Santo descobrir o que está
errado e a seguir, tomar os passos que sejam necessários em direção
a uma resolução. Mesmo quando as coisas não seguem
uma direção satisfatória aos nossos olhos, pelo menos
poderemos ganhar uma paz de mente ao nos darmos contas que fizemos aquilo
que era correto e próprio de se fazer. Em muitos casos conflitos
surgem em função de maus entendidos. E isso pode ser corrigido
através do diálogo. Por outro lado se mostramos que não
temos interesse e se viermos a ignorar o problema, o conflito pode se
estender e causar uma ferida permanente.
Como em qualquer situação, alguém tem que tomar a
iniciativa e nós como líderes estamos em uma melhor posição
para tomar a iniciativa e desta forma corrigir e anular conflitos. Já
faz algum tempo que na minha vida de um modo geral eu venho seguindo o
prático conselho do famoso poeta alemão Goeth: "Trate as
pessoas como elas fossem aquilo que elas deveriam ser e desta forma você
irá ajuda-las a se tornarem o que elas são capazes de ser."
O desafio que é comum a todos nós em posição
de liderança é o de temperar o nosso discurso com sal e
fazer com que a nossa vida venha a refletir o amor de Deus em ação
através das nossas vidas. Concluindo, é saudável
lembrar o que o Dr. Alan Redpath certa vez declarou: "Se você é
um ministro cristão, você estará sempre em crise,
seja no meio de uma, saindo de uma ou entrando em uma.
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